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FRUTA-MÃE

Era uma vez uma mulher que tinha um dom peculiar: todas as palavras que ela falava se transformavam em frutas.

A maioria das frutas que ela produzia eram boas, doces e saudáveis. As pessoas ao seu redor adoravam as suas frutas e se sentiam muito felizes por tê-la por perto.

No entanto, como qualquer outra pessoa, de vez em quando ela produzia uma fruta amarga. Essas frutas não eram ruins ou moralmente más, mas eram difíceis de comer, devido ao seu sabor forte e amargo, e difíceis de digerir. A mulher não gostava de produzir essas frutas, mas às vezes era inevitável, pois a situação ou as circunstâncias exigiam.

Um dos seus filhos se nutria apenas das frutas boas que ela produzia e jogava fora as frutas amargas. Ele não queria comer algo que não lhe agradava, e assim vivia comendo apenas o que gostava.

Já o outro filho comia todas as frutas produzidas por sua mãe, inclusive as amargas. Mesmo sofrendo para digeri-las, intuitivamente ele sabia que elas eram tão importantes quanto as outras e entendia que faziam parte da sua educação e do seu crescimento individual.

Com o tempo, o filho que só comia as frutas doces ficou fraco, ao passo que o filho que comia as frutas doces e as amargas se tornou uma pessoa forte e saudável, pois tinha uma alimentação diversificada e equilibrada.

A moral dessa história é que nem sempre podemos escolher apenas o que é bom e agradável para nós. Às vezes, precisamos experimentar coisas amargas e enfrentar desafios para crescermos e evoluirmos.

Fruta-mãe

Título: Fruta-mãe
Autor: Professor Ronaldo Franco

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